Evangelho da Quinta

O Evangelho Segundo o Espiritismo – Estudo do dia 21/09/17

Ação da prece. Transmissão de pensamento - Capítulo XXVII, itens 13 a 15

 

“O poder da prece está no pensamento, e não depende nem das palavras, nem do lugar, nem do momento em que é feita”

 

13 – Ao atender o pedido que lhe é dirigido, Deus tem frequentemente em vista recompensar a intenção, o devotamento e a fé daquele que ora. Eis porque a prece do homem de bem tem mais merecimento aos olhos de Deus, e sempre maior eficácia. Porque o homem vicioso e mau não pode orar com o fervor e a confiança que só o sentimento da verdadeira piedade pode dar. Do coração do egoísta, daquele que só ora com os lábios, não poderiam sair mais do que palavras, e nunca os impulsos da caridade, que dão à prece toda sua força. Compreende-se isso tão bem que, instintivamente, preferimos recomendar-nos às preces daqueles cuja conduta nos parece que deve agradar a Deus, pois que são melhores escutados

 

14 – Se a prece exerce espécie de ação magnética, podemos supor que seu efeito estivesse subordinado à potência fluídica. Entretanto, não é assim. Desde que os Espíritos exercem esta ação sobre os homens, eles suprem, quando necessário, a insuficiência daquele que ora, seja através de ação direta em seu nome, seja ao lhe conferirem momentaneamente força excepcional, quando ele for julgado digno desse benefício ou quando isso possa ser útil

 

O homem que não se julga suficientemente bom para exercer influência salutar, não deve deixar de orar por outro, por pensar que não é digno de ser ouvido. A consciência de sua inferioridade é prova de humildade, sempre agradável a Deus, que leva em conta sua intenção caridosa. Seu fervor e sua confiança em Deus constituem o primeiro passo de seu retorno ao bem, os quais os Bons Espíritos se sentem felizes de estimular. A prece que é repelida é a do orgulhoso, que só tem fé em seu poder e em seus méritos, e julga poder substituir-se à vontade do Eterno

 

15 – O poder da prece está no pensamento, e não depende nem das palavras, nem do lugar, nem do momento em que é feita. Pode-se, pois, orar em qualquer hora, a sós ou em conjunto. A influência do lugar ou do tempo depende das circunstâncias que possam favorecer o recolhimento. A prece em comum tem ação mais poderosa, quando todos os que a fazem se associam de coração num mesmo pensamento e têm a mesma finalidade, porque então é como se muitos clamassem juntos e em uníssono. Mas que importaria estarem reunidos em grande número, se cada qual agisse isoladamente e por sua própria conta? Cem pessoas reunidas podem orar como egoístas, enquanto duas ou três, ligadas por aspiração comum, orarão como verdadeiros irmãos em Deus, e sua prece terá mais força do que a daquelas cem (Ver cap. XXVIII, nº 4 e 5)