Evangelho da Quarta e Quinta

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O Evangelho Segundo o Espiritismo – Estudo dos dias 30/5, 3 e 4 jun 26

Reconciliar-se com os adversários – Capítulo X, itens 5 e 6

“Reconciliai-vos o mais depressa com vosso adversário, enquanto estais com ele no caminho …”

5. Reconciliai-vos o mais depressa com vosso adversário, enquanto estais com ele no caminho, a fim de que vosso adversário não vos entregue ao juiz, e que o juiz não vos entregue ao ministro da justiça, e que não sejais aprisionado. Eu vos digo, em verdade, que não saireis de lá enquanto não houverdes pago até o último ceitil (Mateus, cap. V, v. 25 e 26)

6. Há, na prática do perdão, e na do bem em geral, mais que um efeito moral, há também um efeito material. Sabe-se que a morte não nos livra de nossos inimigos; os Espíritos vingativos perseguem, frequentemente, com seu ódio, além do túmulo, aqueles contra os quais conservaram rancor; por isso, o provérbio que diz: “Morto o animal, morto o veneno” é falso quando aplicado ao homem. O Espírito mau espera que aquele a quem quer mal esteja preso ao corpo e menos livre para o atormentar mais facilmente, atingi-lo em seus interesses ou em suas mais caras afeições. É preciso ver, nesse fato, a causa da maioria dos casos de obsessão, daqueles, sobretudo, que apresentam certa gravidade, como a subjugação e a possessão. O obsediado e o possesso são, pois, quase sempre, vítimas de vingança anterior, à qual, provavelmente, deram lugar por sua conduta. Deus o permite para puni-los do mal que eles próprios fizeram ou, se não o fizeram, por terem faltado com indulgência e caridade, não perdoando. Importa, pois, do ponto de vista de sua tranquilidade futura, reparar mais depressa os erros que cometeu contra o próximo, perdoar a seus inimigos, a fim de exterminar, antes de morrer, todo motivo de dissensões, toda causa fundada de animosidade ulterior; por esse meio, de um inimigo obstinado neste mundo, pode-se fazer um amigo no outro; pelo menos coloca o bom direito de seu lado, e Deus não deixa aquele que perdoou ser alvo de vingança. Quando Jesus recomenda reconciliar-se o mais depressa com o adversário, não é somente com vistas a apaziguar as discórdias durante a existência atual, mas evitar que elas se perpetuem nas existências futuras. Não saireis de lá, disse ele, enquanto não houverdes pago até o último ceitil, quer dizer, satisfeito completamente a justiça de Deus